
Segue o diálogo:
- Olá, como vai meu grande amigo? Tudo bem? – perguntou o senhor “Ponto de Interrogação”, todo curioso.
- Estou muito bem, sim! Obrigado! – respondeu de maneira eufórica e entusiástica o senhor “Ponto de Exclamação”.
- O que faz por aqui, meu velho amigo, diga-me? – indagou o senhor “Ponto de Interrogação”.
- O senhor sempre curioso e querendo saber das coisas! Mas, não faz mal, somos amigos! Eu venho de uma editora que me contratou e estou muito feliz com este meu emprego. – respondeu o senhor “Ponto de Exclamação” que também lhe perguntou em revide:
- E o senhor, o que faz por aqui?
- Estou trabalhando atualmente no departamento de redação de um Jornal, e como o senhor sabe, vivo sempre com muitas dúvidas, questionando tudo e a todos, por isso não tenho tempo de sair para visitar os amigos. – informou o senhor “Ponto de Interrogação”.
- Tem visto o senhor “Ponto Final”, a senhora “Vírgula”, o senhor “Dois Pontos”, e os demais? – perguntou curiosamente ao senhor “Ponto de Exclamação”.
- Apenas alguns deles, pois, trabalho somente de vez em quando nos textos. Não me usam muito, por isso o meu contato com eles ocorre poucas vezes – respondeu.
Os dois prosseguiam com sua animada conversa quando de repente surge por entre as pessoas uma velha conhecida, a senhora “Reticências”.
- Olá senhores, como estão? – perguntou toda animada a senhora “Reticências”.
- Estamos bem - adiantando-se respondeu o senhor “Ponto de Interrogação”.
- E a senhora... Continua sem concluir a sua fala? Sempre falando e deixando algo no ar? Sempre com os três pontinhos? – perguntava sem parar o senhor “Ponto de Interrogação”.
- Não admito que me chamem de três pontinhos. Meu nome é “Reticências”. E não deixo nada no ar, apenas gosto de fazer um pouco de suspense, de fazer com que o leitor imagine o final...
Tomando as dores da senhora “Reticências”, o senhor “Ponto de Exclamação” disse:
- Concordo com a senhora. Não devemos mudar os nomes das coisas e das pessoas. Se possuímos um nome, este nome deve ser usado. Imagine senhora “Reticências”, que já me chamaram até mesmo de “palitinho”. Achei isso um absurdo!
A conversa estava bastante animada quando o senhor "Ponto de Interrogação" tendo uma brilhante ideia e querendo consertar a má situação em que se metera com a senhora “Reticências”, pois, foi indelicado com ela, propôs aos amigos:
- Em vista dos muitos desencontros sofridos por nós, da área da comunicação, sugiro que façamos uma grande reunião, uma confraternização entre sinais de pontuação, letras, palavras, livros, revistas, dicionários, enciclopédias, jornais, enfim, entre todos aqueles que estiverem envolvidos com a nossa linguagem, para matarmos as saudades e termos a oportunidades de rever velhos amigos!
Por alguns instantes os três se entreolharam e num sinal de aprovação, apertaram-se as mãos. O grande encontro aconteceria, mas, restava decidir o local e a data. Porém, antes da despedida, o senhor “Ponto de Interrogação” dirigindo-se à senhora “Reticências” disse:
- Queira desculpar-me senhora “Reticências” pela minha indiscrição, sei que não fui delicado ao me dirigir à senhora com tais perguntas infundadas. Procurarei de agora em diante respeitar a função de cada um e usar as minhas palavras de maneira mais digna.
Satisfeita com o pedido de desculpas do senhor “Ponto de Interrogação”, ela respondeu:
- Está bem senhor “Ponto de Interrogação”, aceito suas desculpas, mas vamos agora pensar nos preparativos para o nosso grande encontro.
(Final da primeira parte)
(A segunda parte será postada em Outubro/2010)
Texto: Carlos David Neyra
Crédito da foto: Praça Dom José Gaspar (1953) - www.fotolog.com/sao_paulo/67417209

Um comentário:
Olá meu amigo!!
Vim retribuir e agradecer sua visita no meu blog, aproveitando dei uma navegada nas páginas do teu blog e achei belíssimo ,adorei.
Voltarei outras vezes, acompanhando vc.
Parabéns!!!
Abraço carinhoso
Mary
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